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Abaixo o Amor

Ambientada na década de 60, a comédia Abaixo o Amor, “Down With Love” em inglês, é um filme feito com muito capricho, com as melhores intenções de se tornar um sucesso seja na direção de arte, fotografia, figurino, trilha sonora. A refilmagem da comédia de Dóris Day e Rock Hudson é uma boa indicação.

Abaixo o Amor, uma produção caprichada ambientada nos anos 60


As primeiras cenas do filme, observando os figurinos especialmente desenhados não deixam dúvida, estamos na década de 60. Além dos costumes e hábitos como o uso indiscriminado do cigarro, o início da corrida espacial patrocinada pela NASA e pela Guerra Fria, a comédia fala com humor em uma coisa séria; a luta das mulheres por seu espaço em um mercado de trabalho machista por direitos iguais que se estenderia até aos lares.

%0 Tons de Cinza, sexo comportado.

Na história, surge a estreante escritora, Barbara Novak (Renée Zellweger) que quer mudar o mundo através de seu livro, invertendo o comando do mundo para mãos das mulheres e também plantando uma bandeira de liberdade sexual tão disseminada nos dias hoje. Segundo sua teoria, quando a mulher sentisse a necessidade, o amor carnal, poderia ser substituído por uma barra de chocolate.

Ao avançar do filme, percebemos uma linguagem atualizada até chegar a cenas de sexo implícito quando os protagonistas têm uma conversa por telefone. Com certeza isto jamais seria permitido nos anos 60, nem da forma inocente que foi apresentado. Checando a ficha técnica do filme descobrimos o ano de produção, 2003. Este deslize propositalmente declarado é para enfatizar a direção de arte que é realmente perfeita. Nova York dos anos 60 é exatamente como está no filme, eternizados pelo trabalho de Martin Whist, completado pelo diretor de fotografia Jeff Cronenweth.

Logo vem a pergunta: Porque uma comédia tão bem feita não é tão popular. Simplesmente porque foi lançada em um ano errado e teve que competir com campeões de bilheteria como Matrix Reloaded, Matrix Revolutions, O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, Todo Poderoso, Kill Bill – Volume 1, X-men 2, O Último Samurai entre outros. Mas felizmente, graças ao dia da Mulher, alguém resolveu resgatar esta comédia, que poderia ser um brilhante musical.

50 Tons de Cinza

Além de Zellweger, conta com Ewan McGregor que interpreta Catcher Block, um talentoso escritor de uma revista destinada ao público masculino de Nova York, destaque também para os coadjuvantes Sarah Paulson e David Hyde Pierce, como os melhores amigos do casal.

Vale a pena assistir a trama até o final, pois acontece uma reviravolta que somente o atento Sherlock Holmes, poderia imaginar. As pistas são deixadas ao longo do filme. Mas o importante é a mensagem final, que apesar das diferenças e a guerra dos sexos eternos, o homem e a mulher foram feitos um para o outro, e entre eles o amor, que nunca será vencido por nenhum das nossas invenções.

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