Saturday Night Fever

Saturday Night Fever – Os Embalos de Sábado à Noite


Há mais de quarenta anos era lançado o filme que iria provocar um frenesi tão grande quanto a Beatlemania. Ele marcou o ponto mais alto do fenomeno social chamado Discoteca. Como é um filme que tem uma das bases a música, a trilha sonora foi uma das melhores já produzidas. Ficou semanas nas primeiras posições nas paradas, revigorando a carreira dos Bee Gees e de sua estrela, John Travolta, um dos atores mais jovens a ser nomeado para o melhor do Oscar. Tudo isto começou com um artigo em um jornal: “Ritmos Tribais da Nova Noite de Sábado”.


Saturday Night Fever – Onde tudo começou

Natural de Londres (1946), Nik Cohn era um o mais influente crítico de rock britânico de sua época. É dele o livro com um título estranho “Awopbopaloobop Alopbamboom” que conta a história do rock. Em 1975 ele resolve atravessar o atlântico e experimentar coisas novas. Com contrato assinado com a New York Magazine, iniciou um novo projeto. Documentar o movimento Disco – uma nova tendência dos subúrbios que havia ocupado partes da Cidade de Nova York.

Ritmos Tribais de uma Nova Noite de Sábado

Ritmos Tribais de uma Nova Noite de Sábado

O resultado foi o artigo “Ritmos Tribais de uma Nova Noite de Sábado” publicado na revista em 1976. Cohn de uma maneira romântica, contava a história de Vincent, um jovem italiano-americano, que trabalhava em uma loja de ferragens durante a semana e no fim de semana era o rei da Discoteca 2001 Odyssey. Na introdução declarou: “Tudo descrito neste artigo é factual e foi testemunhado por mim ou contado diretamente pelas pessoas envolvidas. Somente os nomes dos personagens principais foram alterados”. 20 anos depois, Cohn confessou que tudo naquele artigo era ficção. Todos os personagens foram inventados. A única coisa real era sua visão realista e detalhada de como foi aquela incrível movimento cultural mundial, A Era Discoteca.

Saturday Night Fever – Um álbum encomendado

O artigo de Cohn foi destaque na capa da revista. Isto chamou a atenção do produtor Robert Stigwood, que vendo o potencial, logo comprou os direitos cinematográficos. O roteirista Norman Wexter transformou Vincent em Tony Manero. Para papel foi escolhido o ator televisivo John Travolta. Agora só faltava a trilha sonora.

Stigwood que também presidente da RSO (Robert Stigwood Organisation) , é claro, sabia que tinha pouco tempo e orçamento para produzir o filme. Em sua trupe tinha um grupo de artistas com talento extraordinário para compor. Os Irmãos Gibbs, The Bee Gees, escreviam música com a mesma facilidade que uma pessoa escrevia um cartão postal. Eles as escreviam sob demanda – a qualquer momento, em qualquer lugar, com qualquer assunto.

Stigwood tinha certeza que podia confiar a missão aos Bee Gees. Simplesmente passou as instruções da encomenda por telefone. A missão é escrever a música-tema para Saturday Night Fever: Eu quero logo de início frenesi. Um pouco de paixão. E no final algo selvagem. O mega hit “Stayin’ Alive” foi escrito em duas horas.

Saturday Night Fever (The Original Movie Soundtrack)

Os Bee Gees além de “Stayin’ Alive”, originalmente escreveram e gravaram outras quatro músicas usadas no filme – “Night Fever”, “How Are Deep Your Your Love”, “More Than a Woman” (uma versão com os Tavares e outra dos Bee Gees) e “If I Can not Have You” (interpretada no filme por Yvonne Elliman). Ainda sobrou espaço para “Jiven Talkin”, lançado anteriormente.

Além das canções de Bee Gees, a música incidental adicional foi composta e adaptada por David Shire . Três faixas – “Manhattan Skyline”, “Night on Disco Mountain” e ” Salsation “- também estão incluídos no álbum da trilha sonora.

Já ia esquecendo, também tem “Disco Inferno” com The Trammps. A versão é a LP/12″ com 10 minutos da mais pura e empolgante música disco.

Saturday Night Fever – Obra importante e significativa a nível cultural, histórico e estético.

Em 1977, “Saturday Night Fever” registou e impulsionou um movimento cultural global como poucos filmes antes, ou até mesmo depois, com sua icónica trilha sonora, que levou os Bee Gees a liderar as pistas de dança de todo o mundo. Um sucesso esmagador a nível mundial, que o tornou um clássico essencial de sempre.

Composto e interpretado maioritariamente pelos Bee Gees, este álbum recebeu 15 prêmios de Platina nos EUA, vendendo mais de 40 milhões de unidades em todo o mundo. O álbum manteve-se em 1.º lugar do top de vendas nos EUA durante 24 semanas consecutivas, e esteve na lista da Billboard durante 120 semanas. No Reino Unido liderou o top durante 18 semanas consecutivas.

Em 2004, “Saturday Night Fever (The Original Movie Soundtrack)” foi incluído no GRAMMY Hall Of Fame, além de em 2013 ter sido integrado no registo discográfico da Biblioteca do Congresso dos EUA para preservação, uma honra que é dada a todas as obras “com uma importância significativa a nível cultural, histórico e estético”.

40 anos de Saturday Night Fever.

No dia 17 de novembro de 2017, foi comemorado o 40.º Aniversário do lançamento da trilha sonora ilustre. A data foi marcada com reedições em vários formatos, incluindo uma caixa Super que inclui 2CDs com o álbum original remasterizado e duas remisturas de Serban Ghenea, o álbum remasterizado num duplo LP de 180 gramas, um disco Blu-ray com a versão Director’s Cut do filme, restaurado em 4K, mais material bônus.

Esta caixa de colecionador inclui ainda um livro de 23 páginas com novos ensaios escritos por Barry Gibb, Bill Oakes (supervisor musical de “Saturday Night Fever” e produtor da banda sonora), John Badham (realizador) e David Shire (músico e compositor da música original do filme), além de fotografias dos Bee Gees e imagens do filme e uma cópia do pôster original do filme.

“Há mais de quarenta anos, ‘Saturday Night Fever’ foi lançado e o impacto que teve ainda hoje é inexplicável”

Curiosidades do Filme “Saturday Night Fever”:

  • 90 mil reais. Este foi o valor que o produtor Robert Stingwood para garantir os direitos do filme que faturaria 286 milhões de dólares;
  • Travolta levou a sério desafio de compor Manero. Por isso, ele corria um pouco mais de três quilômetros por dia e fazia aulas de dança por três horas, de segunda a sexta-feira, para entrar em forma;
  • A mãe de John Travolta fez uma participação especial logo no início do filme. Ela é a senhora que esperava por mais de trinta minutos uma encomenda na loja de tintas;
  • O público mais conservador de Hollywood e até mesmo os executivos da Paramount ficaram horrorizados com o linguajar e com algumas cenas do filme. Era muito para aquela época;
  • O orçamento para a produção do filme era tão pequeno que muitas roupas foram emprestadas dos frequentadores da discoteca 2001 Odissey. A única extravagância foi a pista de dança colorida da 2001 Odissey, na qual foram gastos cerca de 15 mil dólares;
  • Outro problema com o orçamento baixo foi a impossibilidade de alugar uma máquina de fumaça, em consequência foi usada uma “mistura tóxica e queima de pneus de carros”;
  • John Travolta já era bem conhecido nos Estados Unidos por causa de seu sucesso em alguns seriados da TV. Por isso tiveram muita dificuldade de gravar algumas cenas, por que os fãs se aglomeravam no local das filmagens e muitas vezes impediam o bom andamento dos trabalhos;
  • Os Bee Gees não foram a primeira opção para a trilha sonora do filme. No começo, as danças eram ao ritmo de Stevie Wonder e Boz Scaggs, por exemplo.

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