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Sentinela


O novo thriller francês, cheio de ação e suspense. Isto fez de “A Sentinela” alcançar o primeiro lugar no Top dez na semana de lançamento na Netflix. Quem protagoniza é a atriz Olga Kurylenko, que tem em seu portfólio trabalhos importantes, como a franquia “007”. Neste filme ela interpreta Klara, que atuou no exército francês em algum lugar do Sahel (região meridional da África). Após alguns anos, ela volta para a França e tenta retornar a paz junto com sua mãe e irmã. Mas quando sua irmã é agredida e estuprada ela parte com toda a fúria, com tudo que aprendeu na guerra, atrás de vingança e justiça.


Sentinela. O que realmente se trata.

As críticas do filme “Sentinela” se resumem a dizer que é “um thriller de ação competente, violento e com boas sequências de luta…”. Mas para quem é observador, percebe que há um pouco mais do que isto neste sucesso da Netflix.

Apesar de descrever no início do filme o que é a “Operação Sentinela”, não entra em detalhes que dão sustentação a algumas cenas como, por exemplo, quando o ímpeto da protagonista Karla é reprimido por seus pares, não só porque está transtornada e revoltada, mas por refletir as razões reais que tornam o filme em uma crítica do que acontece na França a respeito deste movimento.

Para entender um pouco do que está por de trás do filme “Sentinela” temos de voltar no tempo entre 7 a 9 de janeiro de 2015, quando ocorreram ataques terroristas em toda a região da Ilha de França, especialmente em Paris. Três agressores mataram um total de 17 em quatro ataques a tiros. Os ataques também feriram outras 22 pessoas.

Soldados franceses em patrulha

Diante disto o governo francês implantou a “Operação Sentinela”, uma missão de contraterrorismo do exército francês com o objetivo de proteger os “pontos” considerados sensíveis do território. Resultou numa presença massiva de soldados franceses nas ruas, locais públicos e transportes públicos, no reforço da polícia e da gendarmaria. Sua função é fornecer vigilância e disseminação de ameaças terroristas.

Desde sua criação a “Operação Sentinela” foi alvo de críticas à forma como foi montada. Muitos duvidam de sua utilidade deste tipo de patrulhas enquanto dispositivo de segurança, que apesar de sua atuação “dinâmica”, as suas competências são “extremamente limitadas”, sendo que os efetivos acabam se tornando alvos e não a proteção.

Feitos os esclarecimentos e a devida localização histórica, se entende porque o título “Sentinela” e explica as atitudes da subtenente Karla, que reprimida não vê outra alternativa de investigar por conta própria a agressão e estrupo da irmã, fazendo justiça com as próprias mãos.

Diante disto, Karla se torna uma heroína, que ao invés de combater terroristas, seus alvos são russos protegidos por passaportes diplomáticos, assim como agem outros bandidos espalhados pelo mundo, só com outros tipos de imunidade. Alguns acreditam que no final do filme há uma ponta solta para quem sabe surgir uma nova série, “A Sentinela”.

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