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Cabras da Peste


Nestes tempos de pandemia, Cabras da Peste é uma ótima comédia para relaxar com boas risadas, às vezes de nós mesmo. Classificada como Buddy Cop, os comediantes Edmilson Filho (policial Bruceuilis) e Matheus Nachtergaele (escrivão da polícia Trindade) vivem dois policiais de personalidades opostas em que as circunstâncias os fazem trabalhar juntos contra uma perigosa quadrilha de traficantes disposta a dominar o mundo.


Cabras da Peste: de tão boa mereceria um Oscar.

Ao comentar que se “Cabras da Peste” fosse americana, de tão boa mereceria um Oscar ou um Grammy como Melhor Comédia, muitos acham que estou exagerando um pouco. Talvez estejam certos, mas vale lembrar que é uma comédia, e como tanto não ela deve ser levada a sério, assim alguns deslizes são perdoáveis.

Além disto, ela é uma paródia clichê, algo já esperado e comum, classificada como Buddy Cop à brasileira, isto é, quando dois policiais de personalidades opostas são obrigados a trabalhar juntos. Nesta linha temos exemplos como os sucessos Máquina Mortíferos, Bad Boys e A Hora do Rush entre outros. Na versão brasileira a parceria dos atores Edmilson Filho e Matheus Nachtergaele se repete. Agora como dois policiais que tem a missão além de resgatar a simpática cabra Celestina e de quebra desmascarar e prender o vilão “Luva Branca” (Falcão).

Entre as risadas fáceis, Cabras da Peste aproveita para dar algumas alfinetadas críticas como aos nossos corruptos políticos que se escodem atrás da imunidade parlamentar. “O Brasil acima de tudo e eu acima de todos” como afirma o slogan do personagem Zé Cabrito (Marcondes Falcão).

Uma curiosidade: Edmilson Filho é tricampeão brasileiro de tae know dô. Por isso sua atuação nas coreografias das lutas é tão perfeita no estilo Hollywood, além do bom humor. Outro destaque especial é quando os personagens principais utilizam o transporte de aplicativo para uma perseguição policial. Uma justa homenagem a esta nova categoria de trabalhador que surgiu como exigência destes novos tempos. Fica mais interessante quando é uma mulher no volante (Evelyn Castro), dando ênfase ao poder da mulher no mundo atual e seu papel na sociedade.

Enfim o novo filme da Netflix dirigido por Vitor Brandt merece uma nota honrosa, pois se não fosse a pandemia seria um campeão de bilheteria nos cinemas. Mas como agora o que manda e streaming, inclusive para a maioria das indicações ao Oscar, de certo a comédia será uma das nas vista na plataforma. E quem sabe seja reconhecida com algum prêmio o que nos deixaria bem contente, por prever algo tão engraçado.

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