Tina Tuner – A verdadeira história

Tina Tuner Nasceu em 26 de novembro de 1939 na cidade de Nutbush, Tennessee, Estados Unidos. Ainda criança já vivia os primeiros problemas de sua vida. Depois de anos de um casamento abusivo, seus pais resolveram se separar. A mãe de Tina não quis assumir a responsabilidade de criá-la só, por isso a deixou com sua avó. Posteriormente, com morte de sua avó, sua mãe a convidou para ir morar com ela e sua irmã em St. Louis. Lá se formou e começou a trabalhar como enfermeira. Além do trabalho, Tina ficou deslumbrada com a vida noturna em St. Louis. Acompanhava sua irmã que trabalhava como garçonete na casa noturna Club Manhatan. Foi desta forma que Tina Conheceu Ike Tuner e viu a chance de se tornar uma cantora.

Tina Tuner, surge uma super estrela.

Anna Perseguiu Ike por meses, pedindo-lhe uma chance em sua banda. Em um show do cantor B.B. King Tina cantou uma canção durante o intervalo, o que impressionou Ike que consequentemente lhe deu uma chance como back vocal. Em uma sessão da gravação de uma nova canção de Ike, “A Foll in Love”, Tina substitui a vocalista principal que não tinha aparecido. Ela se saiu tão bem que a gravadora responsável pela produção do disco decidiu mantê-la.

Apesar de Anna nunca sentir atraída por Ike, não resistiu ao estilo de vida luxuosa. Ike tinha uma casa grande, um Cadillac e acima de tudo muito dinheiro. Casaram-se em 1962 em Tijuana, no México. Foi na mesma ocasião do lançamento da música “A Fool in Love”, foi um estrondoso sucesso. Atingiu o Top dois da Hot R&B Sides de 1960. Com o sucesso, Ike optou por mudar o nome da banda para “Ike and Tina Turner Revue”. Além disso, Ike criou o nome artístico de Anna. Finalmente surgia Tina Tuner.

Ike Tuner, sucesso e decadência.

Entre 1960 e 1970, Ike e Tina mudaram o estilo musical,desenvolvendo performances exclusivas nos seus shows. Tina dançava e cantava, chamando a atenção do público. Como resultado, cada vez mais lotavam as casas de shows. Seus sucessos foram parar na Europa, o que chamou a atenção de Mick Jagger que a imitava em sua dança sensual. Por isso, Ike e Tina Tuner chegaram a abrir os Shows dos Stones durante uma turnê em 1966 na Inglaterra.

A carreira da dupla vivia constantemente em altos e baixos. Ike invariavelmente se via em crise de criação. Por isso os maiores sucessos foram regravações como “Come Together”, “Honky Tonk Woman”, “I Want to Take You Higher” (do grupo Sly and Family Stone). Outro grande sucesso comercial foi “Proud Mary” da banda Creedence Clearwater Revival em 1968. Devido a estas características, fracasso de gravações originais e uma extensa agenda de shows, Tina passou a destacar. Ike sentia pressionado pela falta de criatividade e ficava em segundo plano. Passou a agredir física e psicologicamente Tina e seu casamento começou a ter crises constantes. Ike acusava Tina por seus fracassos. Sob efeito constante do álcool e drogas se tornava acima de tudo mais agressivo e violento. Isto certamente afetava a banda. Os integrantes do grupo sempre acabavam deixando-o.

Muita gente não sabe, mas por causa do matrimônio infeliz, Tina Turner tentou o suicídio em 1968, ingerindo veneno de rato e permanecendo um mês em coma. Em virtude disto, passou muitos anos tomando calmantes e anti depressivos para conseguir continuar casada, por medo do marido, e para não perder a guarda do filho. Tina um dia revelou: “Só sou feliz nos palcos, cantando e dançando”.

Ike Tuner, O Criador do rock and roll

Apesar da truculência, Ike realmente era um gênio, principalmente em sua visão artística. Por isso, alguns o consideravam o pai do rock and roll. Há registros de que ele foi o primeiro a gravar um som desse gênero com a canção Rocket 89, três anos antes do surgimento de Elvis Presley. Acusava cantores como Little Richards de roubá-lo seus trabalhos e imitá-lo. Além disso, dizia que os brancos pegaram o rhythm and blues dos negros e começavam a fazer sucesso com o mesmo ritmo, chamando-o de rock and roll.

Por volta de 1970, o casamento de Tina Turner foi se desgastando cada vez mais e mais. As agressões amentavam na proporção em que Tina ia se destacando. Em 1973 Tina compôs a seu primeiro hit, Nutbush City Limits, grande sucesso no mundo inteiro. Atuou no filme Tommy (em que ela cantou sozinha – sem Ike – Acid Queen). Depois de uma briga violenta com Ike poucas horas antes de uma apresentação em Dallas, Tina decidiu finalmente deixar Ike. Fugiu com trinta e seis centavos de dólar no bolso e um cartão de crédito de um posto de gasolina. Nos meses seguintes, ela se escondeu de Ike em casas de amigos, já que sua família a “abandonou”.

O voo solo da Rainha do Rock.

Finalmente após 18 anos de casamento, em 1978, Tina se separou de Ike legalmente. Exigiu apenas o nome artístico. Disse que lutou muito por ele. Não pediu mais nada em troca, deixando todas as suas roupas e joias com Ike.

Partiu para carreira solo, com apresentações em alguns programas de TV. Não conseguia emplacar novos sucessos, talvez por estarem arraigados aos mesmos estilos influenciados por Ike. Tina era vista pela imprensa como uma cantora decadente à beira dos 40 anos. Assim sendo, era preciso se reciclar com músicas modernas que atingissem em cheio o gosto popular e o carisma dos jovens.

Em 1983, para ajudar a recuperar sua carreira, o cantor Al Green concedeu a Tina os direitos de cantar “Let’s Stay Together”. A canção foi imortalizada na voz de Tina, por causa de uma nova roupagem à música com uma introdução suave. O próprio Al Green certamente nunca havia imaginado interpretar a canção da mesma forma.

No ano seguinte Tina lançou “Private Dancer” (composta por Mark Knopfler do Dire Straits). Considerado o LP solo mais importante de sua carreira e um dos 50 mais vendidos da história até hoje. Junto com este sucesso de Tina, aconteceram “Better Be Good To Me”, “Show Some Respect”, “I Can’t Stand The Rain” , “Help” (espetacular cover dos Beatles numa nova e irreconhecível versão). Por fim veio “What’s Love Got To Do With It”, sucesso que manteve semanas no topo da parada. O hit resultou em três Grammys.

Tina Tuner, cantora e atriz de talento.

Tina Tuner também brilhou no cinema quando participou do filme “Mad Max” ao lado de Mel Gibson em 1985. Além disso, emplacou o hit “We Don’t Need Another Hero” que foi primeiro lugar em mais de cinco países.

Tina esteve no Brasil em 1988, com a Turnê “Break Every Role”. Este show entrou para Guinness Book como maior público pagante no Estádio Maracanã. Logo após, no mesmo ano, lançou o álbum “Tina Live in Europe”. Uma das músicas mais famosas de sua carreira, “Addicted To Love”, faz parte da playlist e conquistou o seu oitavo e último Grammy.

Por causa da quantidade de compromissos, Tina viu-se obrigada a recusar o papel de Shug Avery no filme “A Cor Purpura”. Neste sucesso de bilheteria ela contracenaria ao lado de Oprah Winfrey. Por outro lado. começou a escrever sua autobiografia intitulada “I, Tina” em parceria com Kurt Loder, jornalista da revista Rolling Stone. Mas, no ano seguinte de seu lançamento tornou-se um best-seller. A Disney, em parceria com a Touchstone Pictures, comprou os direitos autorais da obra e transformou-a na superprodução “What’s Love Got to Do With It”, que conta em detalhes a sua história. Angela Bassett viveu o papel de Tina Turner e Laurence Fishburne interpretou Ike. Ambos receberam indicação ao Oscar. Em suma, foram várias premiações, incluindo um American Choreography Award pela documentação histórica e um Globo de Ouro pela melhor performance de uma atriz em um filme musical.

Durante os anos 80 Ike Tuner foi preso diversas vezes por delitos envolvendo drogas e armas de fogo. Cumpriu vários anos reclusos. No momento em que estava na prisão em 1991, Turner conseguiu quebrar sua dependência de cocaína. Manteve-se limpo durante dez anos, com a ajuda de membros da família. No entanto, em 2004, teve uma recaída. A imagem arranhada de Ike Turner melhorou um pouco na última etapa de sua vida. Nesse ínterim, voltou aos palcos junto de sua banda The Kings of Rhythm, que arrancou elogiosas críticas da imprensa especializada. Também colaborou na trilha sonora de um episódio do seriado “Família Soprano” e de filmes como “Kill Bill” e “Janis et John”. Na edição de gala dos prêmios Grammy – a principal premiação de música do mundo – de 2007, Ike ganhou o troféu na categoria melhor álbum de blues por “Risin’ with the blues”.

Nas semanas que antecederam a sua morte, Turner tornou-se recluso, em contraste com sua personalidade gregária normal. Em 10 de dezembro de 2007, ele disse a seu assistente pessoal que ele acreditava que ele estava morrendo, e não passaria do natal.

De fato, Ike Turner morreu em 12 de dezembro de 2007, aos 76 anos de idade, em sua casa em San Marcos, Califórnia. Ele foi encontrado morrendo por sua ex-esposa Ann Thomas, vítima de over dose de cocaína.

E viveram felizes para sempre…

Em 2009, Tina Tuner encerrou sua carreira logo após ao final da 50th Anniversary Tour. Nesta época Tina tinha 68 anos. Atualmente Tina vive em paz e meio aposentada em Goldküste, a maior região do distrito de Zurique, Suíça. Tina renunciou à cidadania norte-americana, por acreditar que o único vínculo com os Estados Unidos, era a família.

 

Desde 1986, foi morar com seu namorado Erwin Bach, executivo alemão da EMI Records. Após mais de 27 anos juntos, se casaram em julho de 2013. Em virtude disto, surpreendeu a todos, por saber que ela tinha horrores a casamento pelo trauma vivido por anos junto de Ike Tuner.

Um pouco antes, em abril de 2013 Tina voltou aos olhos do publico com graça e elegância. Ela foi capa da revista Vogue, superando Meryl Streep como mulher mais velha a posar para a Vogue Magazine. O ensaio surpreendeu até mesmo os fãs, reforçando mais uma vez que o brilho e energia de Tina ainda estão latentes na Rainha do Rock.

Em abril de 2018, estreou em Londres o musical The Tina Turner Musical. O musical retrata sua vida desde a sua juventude em Nutbush, Tennessee. A relação tumultuada com Ike Tuner também é destacada, afinal o que seria de Tina sem esta provação. E por final, o retorno glorioso da estrela do rock’n roll em seus 40 anos.

A homenagem em vida é justa, afinal Tina Tuner é uma das cantoras mais bem sucedidas de todos os tempos e já foi aclamada como a Rainha do Rock. Conquistou 11 grammy’s e vendeu aproximadamente 180 milhões de discos em todo mundo. A revista Rolling Stone a elegeu uma das 100 maiores cantoras de todos os tempos. Em 1991 foi incluída no Hall da Fama do Rock.

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