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Fórmula 1: Dirigir para Viver

Os apaixonados por velocidade tiveram uma grata surpresa com a estreia da série documental sobre os bastidores da temporada Formula 1 de 2018. São dez episódios, todos revelando aspectos da categoria que não costumam ser abordados pelo grande público sob uma nova perspectiva do esporte. A série é produzida por James Gay Reed. O cineasta tem como trabalhos mais famosos os documentários sobre Ayrton Senna e outro de Amy Winehouse. Com a obra sobre a cantora, James ganhou o Oscar de melhor documentário de longa-metragem.

Fórmula 1: a visão dos que vêm no segundo pelotão.

Senna – Documentário

O segundo lugar é o primeiro dos perdedores”. Esta é uma frase famosa do ícone Airton Senna, que não aceitava nada que não fosse o primeiro lugar. Em contradição a isto, olhar a Fórmula 1 com a visão dos que vêm no segundo pelotão é o charme do documentário “Fórmula 1 – Dirigir para viver”. Apesar deste fato não ser espontâneo, pois as principais equipes, Mercedes e Ferrari, ficaram de fora da primeira temporada simplesmente porque se recusaram a abrir completamente as portas de suas garagens, como fizeram os outros times.

Por outro lado existe a frase que diz; “é na dificuldade que se encontram as oportunidades”. Assim, o cineasta James Gay Reed conseguiu tirar o máximo daqueles que foram os personagens secundários do mundial de Fórmula 1 de 2018. O foco ficou na briga entre Red Bull, Renault, Haas, McLaren, Force India e Sauber. Até mesmo Toro Rosso e Williams, as duas últimas colocadas do Mundial de Construtores, são lembradas em alguns momentos.

Veja também o filme “Senna”, o melhor documentário de 2012.

Diferente do que acontece durante o Campeonato de Fórmula 1, onde nomes como Hamilton e Vettel dominam, agora Daniel Ricciardo, Carlos Sainz, Sergio Pérez e Esteban Ocon vão ser o foco. Assim como os problemas enfrentados pelos azarões que desafiaram as poderosas Mercedes e Ferrari, mesmo sabendo das diferenças astronômicas proporcionais aos orçamentos financeiros de cada uma.

A melhor série não-roteirizada produzida para Fórmula 1.

O documentário ficou muito interessante, pois envolveu o lado humano da relação homem-máquina, se apoiando em entrevistas com pilotos, familiares, dirigentes e jornalistas, onde o sucesso e o fracasso, erros e acertos, pressão, rotina, família são evidenciadas. O reforço da trilha sonora, a montagem e fotografia junto os efeitos sonoros deixaram tudo bem mais realista, trazendo todas as emoções de quem acompanha a competição a cada Grande Prêmio.

Para quem é fã da categoria e até para quem não entende muito, algumas explicações de o que é e como funciona a Fórmula 1, de uma maneira simples e menos técnica é uma mão na roda, dando licença do trocadilho.

O documentário faz parte da estratégia de fortalecer a imagem da Fórmula 1 junto ao público. “A ideia é deixar de lado aquela velha denominação de “Circo” e reposicionar, passando de uma entidade do automobilismo para uma marca de mídia e entretenimento global”, declarou Sean Bratches, diretor de operações comerciais da F1.

Apesar de ainda não ter um acordo oficial com Mercedes e Ferrari, a produtora Box to Box já realizou filmagens na pré-temporada, sediada em Barcelona, e esteve presente no GP da Austrália, que aconteceu em 17 de março de 2019 e marcou a abertura da temporada. Deste modo, podemos afirmar que a segunda temporada virá muito mais emocionante.

Se você gosta de velocidade, então corra para assistir a primeira temporada na Netflix. São dez episódios de pura emoção.

Esperamos que emissoras, como a Globo, que transmitem o campeonato aprendam com este documentário e assim recuperem aquele prazer de acordar um domingo bem cedo e acompanhar uma corrida de Fórmula 1, e quem sabe um dia, ouvirmos de novo o Hino da Vitória.

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