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Vídeo aula sobre terrorismo

TERRORISMO, A ORIGEM DO MAL

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O Doutor em relações internacionais e terrorismo Professor Reginaldo Nasser, responde questões sobre as origens terrorismo, um mal que assombra o mundo diariamente.

Je suis Charlie?

Terrorismo, as faces do mal

O que é o terrorismo e como ele age no mundo? Ele deve ser diferenciado de outras formas de violência como a guerra e o crime? Que tipo de pessoas se tornam terroristas e por quê? Quais as consequências e fatores que funcionam como estímulo para o terrorismo?

Fenômeno fácil de reconhecer e difícil de definir, segundo o Professor Reginaldo Nasser é um método psicológico onde os alvos diretos da violência não são as principais metas, que buscam assim manipular o alvo principal por razões geralmente políticas.

Ao contrário que muitos pensam terrorismo não é um mal da sociedade moderna, estes caminhos radicais já foram utilizados em diversas ocasiões; na revolução francesa ela foi representada pela guilhotina. Os próprios americanos através da organização racista Ku Klux Klan fundada em 1865, após final da guerra civil passaram a usar o linchamento,assassinatos e atos de intimação para subjugar os ex-escravos.

terrorismo, As Faces ocultas do terror

A história recente traz fatos curiosos. Voce sabe quem foi o terrorista Rolihlahla, preso e condenado a prisão perpétua? Se não sabe, depois que souber vai pensar um pouco diferente a respeito dos métodos utilizados pelos Estados Unidos para capturar e eliminar Bi Laden. Uma pista. Este terrorista assim como o Judeu Menachem Begin e o Palestino Yasser Arafat recebeu posteriormente o Prêmio Nobel. Antes, semelhante aos seus pares, “Rolihlahla criou uma milícia armada em seu país, explodiu bombas, distribuiu armas, excitou a violência e matou muita gente”.

Não precisa de muita pesquisa para descobrir que Rolihlahla é o primeiro nome daquele hoje è venerado e conhecido como Nelson Mandela. Ele e outros integrantes do Congresso Nacional Africano (ANC) permaneciam na lista terrorista dos Estados Unidos até o ano de 2008, devido a sua luta armada contra o regime segregacionista, que em meados da década de 1990 cedeu lugar à democracia.

O atentado à revista francesa Charlie hebdo, um marco.


O atentado à revista francesa Charlie hebdo, em sua sede em Paris, onde dois homens armados invadiram o prédio, matando a tiros 12 pessoas, das quais oito são jornalistas, trouxe para as primeiras páginas a discussão sobre o terrorismo. O fato gerou uma grande comoção em todo o mundo, provocando reações em dezenas de nações assim como em seus dirigentes, surgindo movimentos que segundos estudiosos, poderão mudar a história de forma significativa.

No entanto, existe uma corrente que move em direção diferente na que os meios de comunicação estão impondo. Apesar de condenar de forma veemente atos terroristas, existem aqueles que declaram: “Eu não sou Charlie”, o contrário da frase que tornou-se símbolo deste momento. Declaram que a revista francesa exagerou em suas publicações, aliás, condenam as críticas não só ao Islã, mas a outras religiões como a católica. É o que afirma o professorLeonardo Boff (*1938), doutor em teologia pela Universidade de Munique. É lógico, que não devemos sair matando ninguém que nos ofendem, mas qualquer tipo de pensamento deve ser respeitado, da mesma forma que é condenável, por exemplo, a homofobia no Brasil.

Atentado as Torres Gêmeas - Word Trade Center

É importante que as pessoas se atentem na gravidade da situação, identificando os grupos que manipulam os acontecimentos em favor de interesses próprios e não legítimos do povo. É importante saber diferenciar a verdadeira liberdade de expressão e a sua relação direta com a palavra censura, que na sua forma simples, quer dizer “repreender”, que como forma educativa deve existir, porque tudo tem o seu limite. O exagerado é sempre prejudicial.

A figura do Estado é o que mais praticou atos terroristas.


Apesar de tudo, segundo o Professor Nasser, o pior de tudo nesta história é a figura do Estado, que mais utilizou atos terroristas, “matou e torturou muito mais pessoas e violou muitas mais regras e está presente em toda parte do mundo”, por isso, completa, “é necessário compreender melhor o terrorismo, para poder combatê-lo com mais eficiência e justiça”.

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