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Spinner – O mundo gira ao seu redor

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Spinner é um brinquedo que tem tirado o sossego de educadores, pais e autoridades do mundo inteiro. E talvez por causa tanta polêmica, virou febre entre as crianças e adolescentes, que sempre são atraídas pelo proibitivo e o desafiador. O motivo de tanta preocupação é que o brinquedo criado há décadas com o objetivo terapêutico, não tem a chancela oficial para tal. Em resumo, ele apenas é um dispositivo físico com dois, três ou cinco pontas com um centro giratório. Quando colocado em movimento, aproveitando-se das leis da física e matemática, simplesmente gira por minutos que parecem infinitos.

Spinner – A Origem.

Spinner original de Catherine Hettinger

Spinner original de Catherine Hettinger

A invenção dos Spinners, um tipo de pião moderno, é atribuída para Catherine Hettinger (62 anos, Flórida), de acordo com The Gardian e The New York Times.

Existem duas versões para a invenção: A primeira diz que a única finalidade do brinquedo foi de interagir com a filha Sarah, que sofre de miastenia (doença que afeta os músculos e provoca fadiga). Essa era uma das poucas maneiras que tinha para brincar com ela, diz, quando criança.

A segunda versão é mais nobre: Conta que quando visitou sua irmã em Israel, viu meninos jovens atirando pedras em policiais e em outras pessoas. Então ela pensou em algum dispositivo que poderiam distrair as crianças pequenas e proporcionar-lhes um brinquedo reconfortante para brincar e que desvia-se a atenção de coisas tão ruins.

Eureca – Surge o precursor do Spinner.

spinner

O precursor do spinner

Antes de se mudar para Flórida, Hettinger, frequentou a faculdade em Troy, Nova York. A instituição era conhecida por seus programas de engenharia e tecnologia. Isto serviu para guiar seus pensamentos e criar o precursor do spinner em 1993. A patente do brinquedo foi aprovada quatro anos depois.

Hettinger tentou vender a ideia, mas sem sucesso. A empresária chegou a vender alguns milhares de seu invento em feiras. Tentou uma parceria com a Hasdro, a terceira fabricante de brinquedos do mundo. Depois de testá-los com os consumidores, a empresa simplesmente mandou uma carta de rejeição à inventora. Os pequenos discos caíram no esquecimento. Sem interesse e sem dinheiro (equivalente a R$ 1.300,00) para renovar a patente, o documento, que dava direitos à Hettinger, caducou em 2005.

20 anos depois, milhões de spinners são vendidos por todo o mundo, sem que Hettinger ganhe um centavo dos lucros que seus spinners geram, mas nem por isso ela vive se martirizando pelo infortúnio, “Pelo contrário. Estou muito emocionada por ver que algo que criei tem tanto sucesso. Minha principal motivação nunca foi ganhar dinheiro com os spinners”, declarou a norte-americana ao The Guardian.

A inventora do Spinner lança o seu projeto na página de financiamento de projetos Kickstarter.


Atualmente Hettinger retornou seu projeto inicial, tentando ganhar algum com o embalo das vendas do aparelhinho. Mas o que se observa, o que a tecnologia atual pode fazer nas ideias antigas. O modelo de Hettinger é essencialmente um círculo de borracha com uma cavidade no meio para que você possa apoia-lo com o dedo e se assemelha apenas no conceito dos modernos spinners.

Porque os spinners são uma unanimidade positiva?.


O primeiro local que os spinners invadiram e dominaram foram as escolas. Logo as salas de aula estavam cheias de crianças hipnotizadas com seus brinquedinhos giratórios. A novidade contaminou porque ninguém ficar para trás, além do mais geralmente os coleguinhas não emprestam seus objetos de inveja. Os professores perceberam que havia mais uma coisa, além dos smartphones para disputar a atenção. Logo seu uso ficou restrito aos horários de recreio.

Os pais, que não resistem aos pedidos de seus filhotes, que fizeram explodir as vendas do dispositivo, por outro lado ficaram preocupados com as peças pequenas que podem se soltar e viram um perigo nas mãos de crianças, principalmente abaixo de 3 anos. Isto alertou as autoridades como o INMETRO que viram milhares de produtos não certificados circulando no mercado, principalmente vindo do Paraguai. Dezenas de carregamentos ilegais estão sendo apreendidos, e provavelmente irão parar embaixo de um rolo compressor e destruídos, para desespero das crianças e dos sacoleiros.

Atributos atribuídos ao spinners (não comprovados):


  • Ajuda a combater a ansiedade e diminuir o stress;
  • Auxiliam as pessoas que desejam largar alguns vícios, como roer as unhas ou usar constantemente o smartphone;
  • Ajuda no déficit de atenção, autismo e hiperatividade (TDAH);
  • Ajuda a melhor o foco e a concentração.
  • Vale o alerta novamente, que nenhum destes atributos tem aval e comprovação científica, pois não existem estudos que comprovem sua eficiência e eficácia, segundo os indignados especialistas em saúde, a última barreira contra os spinners.

    Mas diante tanta polêmica, um fato é inegável; O spinner pode ser considerado um passatempo que ajuda manter as mãos ocupadas, sem fazer barulho, principalmente das nossas criancinhas, maiores é claro. Funciona ainda como um objeto de distração, para os momentos de tédio ou de descanso, principalmente em escritórios profissionais, como uma “técnica de relaxamento”. E por falar nisto, depois de escrever tanto, tá na hora de relaxar com meu spinner. Se você não tem um, faça como eu, use o virtual que disponibilizamos acima. Mas lembre-se, não vicie. Tem hora para tudo: estudar, trabalhar e é claro, brincar.



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