Marvel Comics – Uma História em Quadrinhos.

Marvel – Uma história em quadrinhos (parte 1)

Marvel

Marvel e Stan Lee. Estes dois nomes estão tão ligados que parecem serem sinônimos. Na verdade a história não é bem assim. Marvel já existia antes de Stan Lee. E antes da Marvel havia Martin Goodman, quando tudo começou.

Capítulo 1 – A História de Martin Goodman.


Martin Goodman

Martin Goodman nasceu em 1908 em Palm Beach, Florida. Filho de imigrantes russos, sua família sempre viveu em dificuldades e ele se viu forçado a abonar os estudos e começar a trabalhar. Desiludido, Goodman não via futuro em nada que fazia e resolveu virar andarilho. Por onde passava ia anotando suas experiências em seu diário. Goodman adorava ler e escrever. Um dos seus sonhos era trabalhar com algo relacionado a livros.

Depois de rodar o país em sua juventude, Goodman se estabeleceu em Nova York, como vendedor de uma editora local. Mas ele queria mais e em 1931, junto com Louis Silberkleit, mergulhou na sua paixão e fundou a Newsstand Publications, produzindo pulps – livrinhos impressos em papel de baixa qualidade e extremamente baratos, com histórias de aventura, policiais, westerns ou outros gêneros popularescos.

Da mesma forma que acontece com empresas novas, a Newsstand atravessou sua primeira crise e assim afundou em dívidas. Silberkleit abandonou o barco, no entanto Goodman continuou em frente. Acreditava no potencial da empresa e convenceu aos seus maiores credores, as gráficas, que o deixasse continuar publicando alguns dos títulos. Goodman usou uma fórmula simples para obter sucesso: ficou antenado nas tendências e só publicava o que os leitores queriam. Não importava se eram republicações de outras editoras, ditas como inéditas. Com esta tática, ele não só colocou a empresa no azul, como recuperou seu poder financeiro a tal ponto que levava uma vida que poucos poderiam naqueles anos.

Assim os negócios de Goodman só cresciam. Pôde até dar emprego a familiares. Certamente para ter parentes por perto seria porque utilizava várias razões sociais em nome deles e outros motivos estratégicas e fiscais. Desta forma tinha as empresas Margood Publishing corp., a Marjean Magazine Corp. e a Timely, que futuramente iria lhe dar grandes frutos.

Funnies on Parade

Surge em 1933 o modelo da revista em quadrinhos norte-americana.


Enquanto isso, o modelo da revista em quadrinhos norte-americana estava começando a tomar forma. Em 1933, a Eastern Color Printing Company usou suas prensas ociosas no turno da noite para publicar Funnies on Parade [“desfile de piadinhas”], livro que compilava tiras de jornais dominicais. As tiras eram publicadas lado a lado numa única página em formato tabloide, dobrada ao meio e grampeada, depois vendida à Procter & Gamble (a famosa P&G dona, por exemplo, da Gillette) para ser dada de brinde. No ano seguinte, a Eastern Color colocou o preço de dez cents na capa de Famous Funnies n. 1 e por isso vendeu mais de 200 mil exemplares em banca; de uma hora para outra, a série passou a render US$ 30 mil por mês.

Tarzan, Flash Gordon e Popeye. As que mais vendiam.

O que mais vendia eram tiras de jornais dominicais recondicionadas, como Tarzan, Flash Gordon e Popeye. Mas a New Fun foi a primeira revista em quadrinhos só de conteúdo inédito. Em 1937, visionários criavam quadrinhos numa eficiente linha de produção editorial, seguindo os moldes da indústria de vestuário. O roteirista entregava o roteiro a uma linha de montagem composta de ilustradores veteranos. Eles, por sua vez, repartiam a ação numa série de quadros simples, elaboravam os desenhos a lápis, acrescentavam o cenário, adornavam a arte com nanquim, inseriam os diálogos e passavam guias de cores à gráfica. Surgiam assim as primeiras revistas em quadrinhos.

No capítulo 2 saiba como nasceu a primeira edição da Marvel Comics.

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